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'Ainda há muito a fazer', diz Alckmin após Cantareira sair do volume morto

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LUCAS FERRAZ, ENVIADO ESPECIAL
SOROCABA, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), comemorou nesta quarta-feira (30), a notícia de que o sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, deixou de depender da água do fundo das represas, deixando de operar com o chamado volume morto.
O maior conjunto de represas de São Paulo operava nessa situação desde julho de 2014 e nesta quarta atingiu 22,6% de sua capacidade de armazenamento.
"Muito ainda há para ser feito, mas isso mostra que estamos no caminho certo. A seca do ano passado foi a pior dos últimos cem anos e não tivemos colapso nem caos", afirmou Alckmin.
O governador, que visitou Sorocaba para entregar casas populares, agradeceu a população da região metropolitana da capital pelo racionamento e ressaltou que a situação do abastecimento de água no Estado ficará melhor em 2017, quando o governo prevê a conclusão de obras no sistema de abastecimento.
Ele relembrou a seca que se abateu em São Paulo em 2014, classificada por ele como "algo anormal".
"Nós tínhamos tido, em 1953, a pior seca do Estado. E no ano passado choveu metade do que se verificou em 1953. Mas fica a cultura de que a água é um bem finito e que não pode haver desperdício. Pequenos atos fazem a diferença", disse.
CANTAREIRA
O Cantareira tem capacidade para 1,3 trilhão de litros de água, sendo que 288 bilhões (cerca de 23%) estão abaixo das tubulações fixas de captação, ou seja, nesse tal volume morto -chamado pelo governo de "reserva técnica".
Para o governo do Estado, a recuperação do volume morto marca uma virada na condição climática que castigou o Estado de São Paulo. Já para ambientalistas, a atual crise hídrica ainda é apenas um prenúncio de tempos com clima ainda mais extremo.
De qualquer forma, a volta das chuvas e a retomada do uso dos dutos fixos de captação, porém, não trazem um alívio automático, já que o racionamento deve seguir duro em diferentes pontos da região metropolitana para que uma poupança de água possa ser acumulada para enfrentar o próximo período seco, de abril a setembro.

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