Alckmin culpa preço da energia por aumento na tarifa de trens e metrô
LUCAS FERRAZ, ENVIADO ESPECIAL
SOROCABA, SP (FOLHAPRESS) - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu nesta quarta (30) o reajuste de 8,6% nas tarifas de metrô e trens a partir de 9 de janeiro, em São Paulo. Os bilhetes de ônibus, trens e metrô passarão de R$ 3,50 para R$ 3,80, como a Folha de S.Paulo antecipou.
"Os ganhos de eficiência e produtividade estão sendo transferidos aos usuários. Não teve reajuste para o bilhete mensal, semanal e madrugador", disse ele, numa referência ao congelamento do preço dos bilhetes mensal (em R$ 140), semanal (em R$ 38) e diário (em R$ 10).
Além da tarifa básica, o preço da integração de ônibus com trens/metrôs subirá de R$ 5,45 para R$ 5,92.
As integrações nessas modalidades também estão mantidas: R$ 16, R$ 60 e R$ 230, respectivamente.
Para Alckmin, o reajuste ocorreu devido ao aumento do preço da energia elétrica, que nesse ano foi de quase 70%.
"No caso do trem e do metrô, eles são movidos pela energia elétrica. Houve um grande esforço para ter um aumento abaixo da inflação", disse, durante evento de entrega de casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, em Sorocaba (a 99 km de São Paulo).
O tucano disse ainda que vários tipos de bilhetes, como os para "estudantes, idosos, desempregados e pessoas com deficiência", ficaram de fora do reajuste.
Sobre a parceria com Haddad (PT) para definir a nova tarifa do sistema de transporte local, Alckmin afirmou que "sempre é preciso ter uma ação conjunta [com a prefeitura] por causa do Bilhete Único, que é um só. Então precisa ter um entendimento porque o bilhete é compartilhado", afirmou.
