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Enchentes forçam remoção de 150 mil no Paraguai, Argentina e Uruguai

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Enchentes no Paraguai, Uruguai e Argentina causaram a morte de pelo menos oito pessoas e a remoção de mais de 150 mil de suas casas.
No Paraguai, o rio Paraguai subiu quase 7,7 metros depois de semanas de chuvas torrenciais e está no nível mais alto dos últimos 20 anos. Segundo o governo paraguaio, mais de 90 mil pessoas tiveram de deixar suas casas só em Assunção, a capital do país. Muitos passam a noite em abrigos improvisados nas ruas e praças e grande parte da cidade está sem eletricidade.
De acordo com a Agência de Informação Paraguaia, quatro pessoas morreram em acidentes em decorrência das chuvas.
O governo prevê que outras milhares de pessoas serão afetadas nas próximas horas por causa da cheia do rio Paraná e outros rios. As comunidades vivendo em favelas em áreas baixas são as mais atingidas e muitos desabrigados montaram barracas em terrenos mais altos.
O presidente Horacio Cartes decretou estado de emergência na semana passada e deu autorização para o governo gastar US$ 3,5 milhões em assistência para as famílias desabrigadas. Em todo o país, mais de 130 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.
"O rio está muito acima do nível considerado crítico para que nós façamos as remoções. E a previsão é de que continuem a subir, precisamos nos preparar para receber mais desabrigados", disse Joaquín Roa, titular da Secretaria de Emergência Nacional.
Na Argentina e no Uruguai, as cheias levaram à remoção de mais de 20 mil pessoas, sendo 15 mil em cinco províncias do noroeste argentino, principalmente Entre Ríos, Corrientes e Chaco.
As enchentes deixaram dois mortos: um homem se afogou em uma zona inundada em Concórdia e um menino de 13 anos morreu eletrocutado em Corrientes.
No Uruguai, mais de 4 mil pessoas abandonaram suas casas no norte do país e quatro departamentos foram declarados zona de emergência. Duas pessoas morreram afogadas.

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