Embaixadas pedem que ocidentais evitem ir a bairro comercial de Pequim
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As embaixadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha em Pequim emitiram nesta quinta-feira advertências incomuns a seus cidadãos, com pedidos para que evitem uma área da cidade por "possíveis ameaças contra ocidentais".
"Recomendamos aos cidadãos americanos que aumentem a vigilância", afirma uma mensagem divulgada pela embaixada em seu site, destinada aos moradores da capital chinesa.
A embaixada americana recebeu informações sobre as "possíveis ameaças" localizadas no bairro de Sanlitun, sede de várias representações diplomáticas e de centros comerciais, com uma vida noturna que atrai estrangeiros.
A embaixada do Reino Unido também anunciou ter recebido informações do mesmo tipo e emitiu um apelo similar de "vigilância".
Nenhuma informação precisa foi divulgada sobre as ameaças, mas este tipo de alerta é pouco frequente em Pequim, uma metrópole onde as autoridades mantêm um nível elevado de segurança.
As autoridades não fizeram nenhum comentário oficial, mas a cidade está em "alerta amarelo" -três níveis abaixo do alerta máximo-, segundo o Departamento de Polícia da China.
O nível de alerta, que prosseguirá até o fim do ano, é motivado oficialmente pelo aumento das atividades comerciais e de entretenimento durante os últimos dias de 2015.
Na tarde desta quinta-feira (24), três integrantes das forças especiais armados com fuzis vigiavam o centro comercial Village, na mesma esquina onde há quatro meses um jovem matou com uma espada uma mulher chinesa e feriu seu acompanhante, de nacionalidade francesa.
Também foram mobilizadas unidades em outros shoppings e no Estádio dos Trabalhadores. Além disso, várias embaixadas reforçaram a segurança em suas entradas.
"As autoridades chinesas farão tudo o que puderem para garantir a segurança dos chineses e estrangeiros na China", disse hoje em entrevista coletiva um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, ao ser perguntado sobre o alerta.
