Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Palestinos tentam barrar nomeado israelense à embaixada no Brasil

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Embaixada da Palestina no Brasil já deu sinalizações ao governo brasileiro de que desaprova a concretização da nomeação de Dani Dayan para a representação de Israel no país.
O esforço para impedir a nomeação tem se concentrado, segundo um aliado do embaixador da Palestina, em Ramallah, onde integrantes do governo palestino têm conversado com a representação brasileira.
Desde agosto, o governo brasileiro ignora a indicação do argentino naturalizado israelense, 60, como o embaixador designado por Israel. O motivo seria o fato de Dayan ter presidido, de 2007 e 2013, o Conselho Yesha, que representa 500 mil colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
O Brasil se opõe à existência de assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Simpático à causa palestina, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) reuniu-se com a embaixadora Ligia Maria Scherer, diretora do Departamento do Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, e pediu que o governo brasileiro não conceda o agrément (autorização para o representante estrangeiro atuar no país).
Em setembro, um grupo de 56 deputados federais entregou petição ao atual embaixador israelense, Reda Mansour, para que o governo de seu país designe outra pessoa para o posto.
O governo brasileiro pretende segurar a nomeação do novo embaixador de Israel no Brasil até que o governo israelense troque a indicação.
Em conversa pelo telefone, o ministro israelense de Defesa, Moshe Ya'alon, chegou a tentar convencer o ministro brasileiro da Casa Civil, Jaques Wagner, a aceitar Dani Dayan.
Os argumentos, no entanto, não convenceram o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que, segundo assessores e auxiliares da presidente Dilma Rousseff, "colocou o pé firme" na questão.
A protelação da decisão é vista como prejudicial ao Brasil entre alguns setores, como o militar, segundo a reportagem apurou.
A avaliação é de que a nomeação criaria um mal-estar internacional e poderia ser criticada por entidades mundiais.
A tendência é de que o governo brasileiro não tente negociar a troca do nome, para evitar que o movimento seja entendido pelo governo israelense como uma tentativa de interferência em uma decisão que cabe apenas ao país do Oriente Médio.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV