Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Justiça dá 24 horas para governo do Rio depositar recursos da saúde

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça do Rio expediu uma liminar na madrugada desta quarta-feira (23) que obriga o governo Luiz Fernando Pezão (PMDB) a depositar em 24 horas todos os recursos destinados à saúde.
A decisão, da juíza Angélica dos Santos Costa, determina que o governo deposite no Fundo Estadual de Saúde do Rio os valores correspondentes a 12% de sua receita no ano, sob pena diária de R$ 50 mil.
A liminar atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Médicos e que teve parecer favorável do Ministério Público Estadual. De acordo com o Departamento Jurídico do Sindicato dos Médicos, o governo estadual estava injetando apenas 9% no setor.
Em trecho da sentença, a juíza afirma que "tornou-se fato público e notório que o Governo do Estado do Rio de Janeiro não consegue mais controlar suas contas públicas, e se encontra inadimplente com inúmeros prestadores de serviços do setor de saúde, gerando completa carência de medicamentos, insumos, equipamentos, materiais básicos, serviços de limpeza, alimentação, médicos e profissionais de saúde em geral".
Ainda na liminar, a juíza diz que a situação está "caminhando para um verdadeiro colapso do sistema único de saúde." O governo do Estado do Rio ainda não se posicionou a respeito da liminar.
PROTESTOS
A crise financeira no Estado do Rio provocou a redução de leitos, fechamento de emergências, falta de insumo e falta de pagamento a profissionais. Nesta manhã, profissionais de saúde participaram de um protesto contra o fechamento da emergência do maior hospital da zona norte do Rio, o Getúlio Vargas.
Na tarde desta terça-feira (22), a direção chegou a colocar tapume bloqueando a entrada da emergência e um aviso onde afirmava "que somente pacientes com morte iminente seriam atendidos". O mesmo ocorreu no Hospital da Mulher, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, referência para mulheres grávidas.
Ainda nesta terça, a presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Maria Antonieta Tyrrel, informou que a categoria decidiu pelo estado de greve, "devido à grave situação vivida". De acordo com ela, os profissionais relataram "situação gravíssima" em pelo menos 28 unidades de saúde, sendo 17 hospitais e 11 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).
GABINETE DE CRISE
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e as Defensorias Públicas da União e do Estado formaram um gabinete de crise na última segunda-feira (21) para cobrar das autoridades os problemas enfrentados nas unidades de saúde do Estado do Rio.
Ainda nesta quarta, o gabinete se reunirá com os secretários de Saúde do Estado e do Município, para que seja definido um plano de contingência com ações de curto e médio prazo que restabeleçam o atendimento em hospitais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV