Rio já registra mais de 65 mil casos de dengue em 2015; 22 pessoas morreram
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Estado do Rio de Janeiro registrou 65.870 casos suspeitos de dengue, com 22 mortes, de janeiro até dezembro, segundo balanço da Secretaria da Saúde divulgado nesta terça-feira (22). Em 2014, foram notificados 7.819 casos suspeitos, com 11 mortes. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com a secretaria, não há, no entanto, registro de epidemia da doença em nenhum dos 92 municípios fluminenses. A pasta informou ainda a confirmação de dez casos de febre chikungunya, sendo quatro casos diagnosticados em pessoas que haviam viajado a outros países ou Estados, e seis transmitidos dentro do território fluminense durante o mês de novembro.
O Ministério da Saúde informou nesta terça que os casos suspeitos de microcefalia, má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança, no Rio de Janeiro subiram de 57 para 82 em uma semana -aumento de 43,8%. Além disso, as mortes de dois bebês no Rio estão sendo investigadas pelas equipes de saúde.
No Brasil, o número de casos casos de recém-nascidos com suspeita de microcefalia já chega a 2.782 . Um avanço de 28,5% em relação a semana passada, quando foram registrados 2.165 casos suspeitos.
O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe, reforça a preocupação com a circulação do vírus zika, devido à sua associação com a microcefalia. "A ocorrência da microcefalia preocupa bastante, por isso é importantíssima a intensificação das ações de prevenção para que a gente evite a ocorrência de novos casos".
Chieppe disse que além das ações de prevenção, as pessoas devem perder dez minutos por semana para eliminar a possibilidade de qualquer foco do mosquito Aedes aegypti nas casas, já que 90% dos focos do mosquito transmissor da doença são encontrados dentro das residências.
"Além disso, as medidas de proteção individual para gestantes incluem o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo que, apesar do calor, é essencial, o uso de repelentes e de telas nas casas para evitar a entrada do mosquito. É importantíssimo que todas as medidas de proteção para as grávidas sejam implementadas", afirmou.
Com relação aos casos de dengue, o superintendente disse que o Rio de Janeiro está, atualmente, no período de prevenção da transmissão da doença. "O pico da transmissão da dengue no estado ocorre entre os meses de março, abril e maio. Este é o momento da prevenção, de a gente eliminar qualquer possibilidade de água parada, para que não tenha criadouro do mosquito", acrescentou Chieppe.
