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Mercosul mencionará Venezuela em comunicado; Maduro cancela viagem

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MARIANA CARNEIRO, ENVIADA ESPECIAL
ASSUNÇÃO, PARAGUAI (FOLHAPRESS) - Os países do Mercosul mencionarão as eleições na Venezuela e o tema dos direitos humanos na declaração conjunta que será divulgada após a reunião de presidentes, nesta segunda (21).
Com o tema no centro da agenda dos países do Mercosul, reunidos na cúpula do bloco, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cancelou a sua participação em cima da hora, na noite deste domingo (20).
Segundo a diplomacia uruguaia, os países concordaram em criar uma comissão para monitorar temas de direitos humanos no bloco, como sugeriu o Paraguai. Isso permitirá aos países acompanhar questão que divide os presidentes dos bloco: a prisão de políticos opositores na Venezuela.
Argentina e Paraguai têm opinião mais crítica em relação à Venezuela e queriam incluir um discurso mais duro sobre o tema na declaração dos países, mas enfrentam resistência do Brasil.
Na declaração que será divulgada nesta segunda (21), os países vão elogiar as eleições na Venezuela, em que a oposição saiu vitoriosa.
Os integrantes evitarão, contudo, pressionar Nicolás Maduro pela adesão ao protocolo de Assunção, sobre o compromisso com os direitos humanos. O tema não constará da declaração conjunta dos países.
A adesão a esse instrumento permitiria que a Venezuela pudesse ser punida por casos que desrespeitem o protocolo, como a prisão de opositores -um dos defensores das punições a Caracas é o recém-empossado presidente argentino, Mauricio Macri.
Ainda não está claro se só a criação da comissão bastaria para pressionar e eventualmente punir o país.
A presidente Dilma Rousseff deverá chegar nesta segunda (21), por volta de 9h30 (10h30, no horário de Brasília), e pretende ficar no Paraguai apenas até o início da tarde. Em Brasília, ela participa da posse do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

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