Procuradora da USP é internada após ofensas de grupo que queria "pílula do câncer"
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A procuradora da USP no campus de São Carlos (SP), Alessandra Pinto Magalhães, foi parar no hospital na última segunda-feira (14), depois de ter sido agredida verbalmente por um grupo de advogados e pacientes que queria obter a substância fosfoetanolamina, ainda em fase de testes que ficou conhecida como "pílula do anticâncer".
Após sofrer as agressões, Alessandra passou mal e foi internada apresentando sintomas de AVC e infarto, o que foi descartado após exames. Ela recebeu alta na própria segunda-feira, mas esteve de licença até quinta-feira (17) por orientação médica. A procuradora voltou ao trabalho nesta sexta (18).
Segundo a USP informou em nota, outros servidores do campus que trabalham na procuradoria foram agredidos verbalmente. Houve a necessidade da intervenção da Guarda Universitária para restabelecer a ordem e evitar agressões físicas.
A USP disse que "compreende a ansiedade das pessoas que buscam por soluções relacionadas com seu bem-estar e saúde. Contudo, a universidade sempre se norteará pelas decisões judiciais cabíveis, rejeitando, em simultâneo, toda e qualquer forma de violência que atente a integridade física de seus servidores".
