Após operação contra facção, cadeia tem rebelião no Paraná
ESTELITA HASS CARAZZAI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Horas depois de uma operação contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraná, presos da cadeia pública de Paranavaí, no norte do Estado, iniciaram uma rebelião nesta quinta-feira (17).
Os detentos não apresentaram uma pauta de reivindicações até agora. O Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) diz que é "muito cedo" para afirmar se há relação com a operação policial, mas não descarta essa possibilidade.
Em Paranavaí, 16 pessoas foram presas por suspeita de ligação com o PCC na operação desta quinta. Quatro delas já estavam detidas na delegacia regional, em frente à cadeia pública onde houve a rebelião. Segundo o Depen, as outras 12 pessoas foram levadas à cadeia pública da cidade, mas estão numa ala separada dos rebelados –portanto, não teriam tomado a iniciativa do motim.
Um agente carcerário é feito refém desde as 16h30 desta quinta. Ele não está ferido, segundo as informações da PM, que conduz as negociações. A cadeia pública de Paranavaí (onde ficam, em teoria, apenas presos provisórios) tem capacidade para 95 pessoas, mas abriga atualmente 250 detentos.
A operação desta quinta, chamada de Alexandria, foi a maior da história do país contra o PCC, e cumpriria 767 mandados de prisão contra membros da facção, sob acusação de associação criminosa. Mais da metade deles já está detida em penitenciárias ou delegacias do Paraná. Até a tarde de ontem, cerca de 200 suspeitos ainda não haviam sido localizados.
Por ora, não houve sinais de rebelião ou tensão em outras penitenciárias ou cadeias do Paraná. A Secretaria do Estado da Segurança Pública informou que está monitorando a movimentação dos presos e que estará preparada para agir caso algum risco seja identificado.
