Estado de SP investiga seis notificações de microcefalia por caso de vírus zika
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Estado de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (14) que investiga seis notificações de microcefalia que preenchem todos os requisitos necessários para a definição de caso ligado a infecção por vírus zika - transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Os casos ocorreram nas cidades de Campinas, Guarulhos, Mogi-Guaçu, Ribeirão Preto, São Paulo e Sumaré.
Cinco deles são considerados autóctones, ou seja, adquirido no próprio Estado.
O caso de São Paulo é referente a uma gestante que esteve no Nordeste neste ano. Ela chegou a São Paulo com 37 meses de gestação, de acordo com a secretaria.
De 17 de novembro até 10 de dezembro os municípios paulistas notificaram 46 casos de microcefalia.
Em média, o Estado costuma registrar cerca de 40 casos da má-formação por ano.
De acordo com a secretaria, a pasta irá elaborar boletins periódicos de casos de má-formação cerebral que tenham possível relação com infecção por zika.
O país tem hoje 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 13 Estados e no DF. O Nordeste concentra 98% dos registros. Testes estão sendo feitos para estabelecer a relação entre o zika e a má-formação.
TESTES
A partir de 2016, o Estado de São Paulo incluirá o teste do vírus zika no pré-natal das gestantes. O exame também será adotado em bancos de sangue e para as pessoas que farão transplantes de órgãos.
A decisão consta em um plano de arboviroses entregue pelo secretário da Saúde, David Uip, ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) na sexta-feira (4). A proposta prevê ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.
