Navio militar russo dispara tiros de alerta para pesqueiro turco no Egeu
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério da Defesa da Rússia disse neste domingo (13) que um de seus navios de guerra, o destroyer Smetlivy, foi forçado a dar tiros de advertência a uma embarcação turca no Mar Egeu para evitar uma colisão.
"Em 13 de dezembro de 2015, a tripulação do patrulheiro russo Smetlivy, que se encontrava a 22 km da ilha grega de Lemnos, no norte do Mar Egeu, evitou uma colisão com um barco pesqueiro russo", disse o ministério, em nota.
"Apesar das inúmeras tentativas do Smetlivy, a tripulação do pesqueiro turco não estabelecia contato por rádio nem respondia aos sinais visuais especiais", completou.
O órgão disse ainda que convocou o adido militar da Turquia por conta do incidente.
No comunicado, o governo russo afirmou que a embarcação turca, não nomeada no documento, mudou drasticamente o seu curso após os disparos, antes de passar a pouco mais de 500 metros do navio de guerra.
O incidente, ocorrido na manhã de domingo, pode aumentar as tensões entre as duas nações que discordam sobre a Síria.
O último incidente entre Moscou e Ancara aconteceu quando a Turquia derrubou um caça russo na fronteira síria em novembro, provocando a maior crise nas relações entre os dois países desde o final da Guerra Fria.
Depois da queda do avião, que causou a morte de um piloto e de outro militar que tentou resgatá-lo, a Rússia impôs sanções econômica à Turquia e reforçou sua capacidade militar em sua base aérea na Síria.
Na sexta (4), o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Exército russo que responda com "extrema firmeza" a qualquer força que o ameace na Síria.
"Todo alvo que ameace as unidades russas ou nossas infraestruturas em terra será destruído de imediato", disse.
Agora, os bombardeiros russos operam na Síria escoltados por caças. Além disso, baterias de mísseis antiaéreos S-400 foram deslocadas para a base de Hmeimim, no noroeste da Síria.
Desde 30 de setembro, a Rússia realiza bombardeios aéreos na Síria, principalmente contra grupos rebeldes de oposição ao regime de Bashar al-Assad, aliado de Moscou.
