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Diplomatas de EUA, Oriente Médio e Europa defendem acordo na Líbia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diplomatas dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio se reuniram neste domingo (13) com líderes de facções políticas rivais da Líbia e pediram que eles adotassem o plano de união nacional defendido pela ONU.
O objetivo é resgatar o país do caos político em que se encontra e impedir extremistas do Estado Islâmico de ganharem mais terreno.
"Nós pedimos que todas as partes aceitem um cessar-fogo imediato e abrangente em todas as partes da Líbia", disseram as autoridades em comunicado conjunto. No documento, também defenderam que os grupos líbios rivais -o Parlamento eleito sob endosso ocidental e o rival Congresso Geral Nacional- assinassem o acordo.
A maior parte dos representantes dos dois governos rivais atualmente no poder na Líbia "uniram-se e estão prontos para assinar um acordo, e eles se recusam a ser bloqueados por uma ou duas pessoas ou políticas individuais", disse o secretário de estado dos Estados Unidos, John Kerry, a jornalistas.
"Nós nos recusamos a ficar parados e observar um vácuo sendo preenchido por terroristas", completou Kerry.
Representantes de 17 países, da União Europeia, da União Africana, da Liga Árabe e da ONU estão em Roma para dar o empurrão final nas negociações lideradas pelas Nações Unidas iniciadas há um ano para a formação de um governo de unidade na Líbia, prometendo apoio político, econômico e de segurança, segundo comunicado.
O plano da ONU pede a criação, dentro de 40 dias, de um governo de união nacional que buscaria ajuda de aliados externos para reduzir o conflito e se concentrar no combate ao EI.
Com isso, os líbios teriam até o começo de fevereiro para formar um conselho presidencial que nomearia um gabinete e também presidentes do banco central e da companhia de petróleo nacional. A expectativa é que o Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo assim que os líbios assinarem a proposta.
Quatro anos após a queda do ditador Muammar Gaddafi, a Líbia passa por um momento conturbado. A capital Trípoli está sob controle de uma facção armada chamada Amanhecer Líbio desde o ano passado. O governo e Parlamento que foram reconhecidos pelo Ocidente trabalham no leste do país.

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