Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Na Noruega, quarteto da Tunísia recebe o Prêmio Nobel da Paz

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Prêmio Nobel da Paz foi entregue nesta quinta-feira (10), na Suécia, ao Quarteto do Diálogo Nacional da Tunísia.
O grupo foi premiado por ter salvado a transição democrática na Tunísia por meio do diálogo, um método que os agraciados desejam ver aplicado na Síria e na Líbia.
"As armas, no final das contas, só levam à destruição", declarou à agência AFP Abdessatar Ben Moussa, presidente da Liga Tunisiana dos Direitos Humanos (LTDH).
"Na Líbia, por exemplo, fala-se agora de um certo diálogo (...). É preciso resolver [as situações] nos países vizinhos por meio do diálogo com a sociedade civil e com a sociedade política, deixando de lado, é claro, as facções terroristas", acrescentou.
"Hoje temos uma necessidade enorme de diálogo entre as civilizações e de uma coexistência pacífica, respeitando a diversidade e a diferença. Hoje, precisamos fazer da luta contra o terrorismo uma prioridade absoluta", declarou, por sua vez, Houcine Abassi, secretário-geral do sindicato UGTT, um dos componentes do quarteto.
O quarteto, formado pelo sindicato UGTT, pela Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia, pela Liga Tunisiana dos Direitos Humanos e pela Ordem dos Advogados do país, recebeu o prêmio das mãos da presidente do comitê do Nobel, Kaci Kullmann Five.
Sob um forte esquema de segurança em razão de ameaças terroristas, a cerimônia começou às 13h locais (10h de Brasília) na Prefeitura de Oslo (Noruega), na presença do rei Harald.
COMPLICADO DIÁLOGO
O Quarteto organizou um longo e complicado diálogo nacional entre os islamitas e seus opositores, obrigando-os a tirar o país da paralisia institucional na qual estava afundado após a queda do regime autoritário de Zine El Abidine Ben Ali, em 2011.
Uma nova Constituição foi adotada no início de 2014, e um Executivo formado por tecnocratas sucedeu o governo dirigido pelos islamitas do Ennahda -vencedores das primeiras eleições democráticas do país- para buscar uma saída para a crise política.
A Tunísia conquistou sua transição política enquanto, ao seu redor, a Primavera Árabe se transformava em caos na Líbia, no Iêmen e na Síria e a repressão retornava ao Egito.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV