Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

17% dos médicos de SP já sofreram ou presenciaram violência no trabalho

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

CLÁUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quase um quinto (17%) dos médicos do Estado de São Paulo já sofreu violência no ambiente de trabalho ou conhece algum colega que tenha sido agredido. É o que revela pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (9) no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.
O levantamento, feito a pedido do conselho, ouviu 617 médicos paulistas pelo telefone. A população paulista também foi entrevistada sobre o assunto: um terço (de um total de 807) diz ter passado por situações de estresse por demora no atendimento médico. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre os entrevistados, 35% já presenciaram agressões (física ou psicológica). Dezoito entrevistados partiram para a ameaça verbal. A demora no atendimento é o fator principal que leva a situações de agressões para 41% dos entrevistados. Em seguida, vem o comportamento do médico (19%). "O médico nem me olhou. Rasguei a guia e joguei em cima dele", relata uma entrevistada de 56 anos.
Na opinião de 39% dos médicos ouvidos na pesquisa, porém, é o comportamento do paciente, muitas vezes insatisfeito com o sistema público, que gera a violência contra os profissionais. "Em um plantão no PSI (pronto-socorro infantil), uma senhora que estava com a filha foi chamada três vezes e não respondeu. Então, devolvi a ficha ao setor de registro. A mulher chutou a porta, atingindo minhas costas. Entrou na sala xingando e me ameaçando até de morte", contou uma pediatra que prefere não se identificar.
O mau atendimento no hospital (como horas de espera) e a falta de estrutura são outras razões que explicariam episódios de violência. O comportamento dos médicos aparece em último lugar, na opinião dos colegas. Quase a totalidade dos médicos (85%) e da população (90%) têm a percepção de que os episódios de agressões são mais comuns na rede pública de saúde (SUS).
Na opinião do presidente do Cremesp, Bráulio Luna Filho, a população vê no médico o "representante do governo" e desconta nele toda a insatisfação com a desorganização e falta de estrutura do SUS. "O médico tem sido injustamente penalizado."
Na sua opinião, duas medidas são urgentes para conter a violência: o reforço de segurança nos hospitais públicos e melhoria das unidades de saúde para se tornem mais resolutivas. "Não pode o paciente esperar cinco horas para ser atendido, depois não ter estrutura, o aparelho de imagem está quebrado. Se não melhorar isso, fica difícil."
ENFERMAGEM
Uma outra sondagem, feita pelo Coren (Conselho Regional de Enfermagem) e também divulgada nesta quarta, avaliou a violência entre os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Foram ouvidos 4.293 profissionais de enfermagem por meio de questionários eletrônicos (SurveyMonkey).
Quase 80% deles relataram já ter sofrido algum episódio de violência, 23% mencionam agressões físicas. Pacientes e seus familiares são apontados como os principais agressões.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV