Acusados planejavam ataque na Califórnia desde 2013, diz FBI
THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, disse, nesta quarta-feira (9), no Congresso americano, que o casal acusado pelo ataque em San Bernardino, na Califórnia, planejava o ato havia dois anos, antes de começarem a namorar pela internet.
"Nossa investigação indica, até agora, que eles foram radicalizados antes de começarem a se cortejar ou namorar on-line. No final de 2013, eles conversavam sobre jihad e martírio antes de se tornarem noivos, casarem e passarem a morar nos Estados Unidos", afirmou Comey.
A revelação dissipa a suspeita de que teria sido a paquistanesa Tashfeen Malik a mentora do ataque perpetrado com conjunto com o marido, o americano Syed Rizwan Farook, de origem paquistanesa.
Ela se mudou para os EUA em 2014, com visto de noivado, e obteve residência autorizada, uma vez casada com cidadão americano. Eles tiveram uma filha seis meses atrás.
Os dois morreram durante a perseguição policial, horas depois do atentado, no dia 2 de dezembro, que deixou 14 mortos em um centro comunitário, no condado de San Bernardino.
Na semana passada, autoridades disseram que ela teria prometido lealdade ao Estado Islâmico usando um pseudônimo no Facebook.
"Acreditamos que eles se inspiraram em organizações estrangeiras. Trabalhamos arduamente para descobrir se mais alguém estava envolvido assistindo-os, equipando-os ou ajudando-os. E se eles tinham outros planos", disse o diretor do FBI.
