Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Oposição obtém 'supermaioria' legislativa na Venezuela

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela confirmou na noite desta terça (8) que a aliança opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática) conquistou a maioria qualificada de dois terços na eleição parlamentar do último domingo (6).
A página do CNE na internet confirmou 109 cadeiras para a MUD, três na cota indígena (os eleitos são alinhados à MUD) e 55 para a aliança chavista Grande Pólo Patriótico. O Parlamento unicameral venezuelano tem 167 cadeiras.
Com a obtenção das 112 cadeiras, a oposição terá amplas prerrogativas para legislar e fiscalizar outros poderes do Estado, todos controlados pelo governo chavista.
Durante o dia, o secretário-geral da MUD, Jesús Torrealba, acusou o governo de pressionar o CNE para atrasar propositalmente a divulgação oficial dos resultados definitivos.
"Isso é uma operação de comunicação para tentar atenuar o impacto da derrota maciça que o governo sofreu", afirmou.
Uma maioria de dois terços permite, em tese, destituir vice-presidente, ministros e juízes da Suprema Corte, além de sancionar ou vetar leis habilitantes, que permitem ao presidente governar por decretos sobre determinada área da administração pública. A margem também possibilita convocar uma Constituinte.
Convocar referendo revogatório em 2016 para destituir o presidente Nicolás Maduro não depende da Assembleia Nacional, mas da coleta de assinaturas em número maior do que a quantidade de votos que o elegeram.
O Parlamento pode, porém, obter respaldo político para a medida com uma consulta popular.
A oposição anunciou que suas prioridades iniciais serão adotar leis para anistiar opositores presos e reformar a economia.
O governo promete resistir a manobras que ameacem seus altos funcionários ou as políticas econômicas e sociais. "Isto aqui não é um sistema parlamentar", disse o Defensor do Povo, Tarek William Saab.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV