Câncer de Jimmy Carter desapareceu, diz neto de ex-presidente dos EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O neto dos ex-presidente dos EUA Jimmy Carter afirmou neste domingo (6) que o último exame não detectou câncer no organismo de seu avô.
Carter, 91, divulgou em agosto ter sido diagnosticado com câncer no cérebro, motivo pelo qual daria início a um tratamento de radioterapia.
Segundo a "Associated Press", Jason Carter afirmou à agência de notícias que seu avô "disse que os médicos não encontraram nenhum câncer no exame mais recente", via mensagem de texto.
Jimmy passou o domingo ministrando uma aula em na escola dominical da igreja batista de Maranatha, em Plains, a cidade onde reside, no Estado da Geórgia. Um membro da congregação disse que o ex-presidente ficou sabendo do resultado do exame na semana anterior.
Carter esteve à frente da Casa Branca entre 1977 e 1981, eleito pelo partido Democrata.
Apesar da ênfase nos direitos humanos e na solução diplomática de conflitos internacionais, sua presidência ficou marcada por eventos negativos, como a recessão econômica nos EUA e a crise dos reféns na embaixada americana em Teerã, (1979-1981).
Até antes do diagnóstico, o ex-presidente mantinha-se ativo, com frequentes viagens ao exterior, participando das atividades do Centro Carter, dedicado aos direitos humanos. Uma das principais ações da entidade é fiscalizar eleições ao redor do mundo.
O ativismo valeu a Carter o prêmio Nobel da Paz de 2002. Ao justificar a escolha, o comitê afirmou que levou em conta "décadas de incansável esforço para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, avançar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social".
