Legisladores de Parlamentos rivais assinam proposta de paz na Líbia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes dos dois Parlamentos rivais na Líbia assinaram neste domingo (6) uma proposta de paz para tentar colocar fim ao conflito que atinge o país.
O acordo político, assinado durante negociações na Tunísia, terá de ser aprovado pelos dois grupos -o Parlamento eleito sob endosso ocidental e o rival Congresso Geral Nacional.
Quatro anos após a queda do ditador Muammar Gaddafi, a Líbia passa por um momento conturbado. A capital Trípoli está sob controle de uma facção armada chamada Amanhecer Líbio desde o ano passado. O governo e Parlamento que foram reconhecidos pelo Ocidente trabalham no leste do país.
Os legisladores disseram que a proposta visa a formação de um comitê de dez pessoas, cinco de cada Parlamento, que ficaria responsável por nomear um premiê interino e dois vices. Eleições legislativas seriam realizadas em dois anos.
"É um momento histórico que os líbios esperavam, que os árabes esperavam e que o mundo esperava", declarou Awad Mohamed Awad Abdul-Sadiq, vice-presidente do parlamento de Trípoli não reconhecido pela comunidade internacional.
Trata-se de uma "oportunidade histórica" que não voltará a se apresentar, insistiu após as negociações em Gammarth, na periferia de Túnis.
A iniciativa ocorre em paralelo às negociações de paz patrocinadas pela ONU entre os dois grupos rivais para formar um governo de união. Governos do Ocidente pressionam a formação desse governo como única saída para o caos na Líbia, que tem permitido o avanço de forças do Estado Islâmico. Os dois lados, contudo, exigem mais concessões para aceitar um governo de união.
