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Segunda escola ocupada é depredada em Osasco, na Grande SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A escola estadual Francisca Lisboa Peralta, em Osasco (Grande SP), ocupada há 15 dias em protesto contra a reorganização no ensino proposta pelo governo Alckmin (PSDB), foi depredada no início da tarde deste sábado (5).
A unidade é a segunda a ser vandalizada na cidade em uma semana. O primeiro caso, na noite de segunda (30), ocorreu no colégio Coronel Antônio Paiva de Sampaio.
Alunos da Francisca Lisboa Peralta afirmam que foram ameaçados e obrigados a deixar o local por grupo de jovens responsável pelo crime.
Em nota à imprensa, a Secretaria da Educação repudiou os atos de vandalismo. "A pasta lamenta que o direito à manifestação de alguns estudantes contrários ao processo de reorganização das escolas termine com a depredação de um patrimônio público e educacional, prejudicando centenas de alunos e comprometendo o término do ano letivo."
Conforme a secretaria, que ainda calculará o prejuízo, a polícia foi chamada por vizinhos que ouviram barulho no local. Salas de aula e de coordenação e a cozinha foram depredadas.
SUSPENSÃO
Neste sábado, o governo paulista oficializou a suspensão da reorganização escolar com a publicação do decreto nº 61.962 no "Diário Oficial de São Paulo".
Grupo de estudantes que pedem o cancelamento definitivo do plano, e não apenas a sua suspensão, fez protesto na região central de São Paulo durante a tarde. O ato foi acompanhado por policiais, mas não houve tumulto.
O protesto, que partiu da avenida Paulista, seguiu pela rua da Consolação até a Secretaria da Educação do Estado, na praça da República.
"Esse recuo foi uma vitória, mas a vitória completa será a revogação total da reorganização. Não aceitamos adiamento nem suspensão", disse Allekxander Buniak, 21, que estuda na Fernão Dias Paes, escola ocupada em Pinheiros (zona oeste).
Os estudantes prometem mais protestos. O próximo já foi anunciado: na quarta (9), às 17h, no vão do Masp, na avenida Paulista. Neste domingo (6), as escolas ocupadas terão atrações culturais.
O PLANO
O governador anunciou o adiamento do plano na sexta (4), após uma semana de enfrentamento de estudantes e policiais, com ao menos 200 escolas ocupadas e atos que fecharam as principais vias. Para liberar as ruas, PMs usaram bombas de efeito moral.
Divulgado no fim de setembro, o plano previa o fechamento de 92 escolas e reorganizava as restantes por ciclo único. "Alunos continuam nas escolas em que já estudam. Os debates serão feitos em 2016", disse Alckmin, ao informar a suspensão.
Na quinta (3), o Ministério Público e a Defensoria Pública de São Paulo entraram com ação civil que pedia que a interrupção do plano e a organização de agenda de discussões com a sociedade.

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