Grupo faz manifestação contra fechamento de escolas em São Paulo
FELIPE DE SOUZA E MARLENE BERGAMO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de cerca de 200 pessoas, que fez uma manifestação na frente da USP (Universidade de São Paulo) na manhã desta sexta-feira (4) contra a reorganização dos ciclos e fechamento de 92 escolas anunciados pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), deslocou-se até a avenida Paulista, onde a PM usa bombas de efeito moral para dispersar o ato.
O trânsito está bastante prejudicado na região. A PM pretende desinterditar a via.
Mais cedo, a marginal Pinheiros tinha 5,6 km de congestionamento no sentido Interlagos. Segundo o sistema de monitoramento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o tráfego estava travado da rodovia Castello Branco até a ponte Cidade Universitária. O congestionamento na cidade, porém, se mantém abaixo da média desde o início da manhã.
Na quinta (3), estudantes fizeram uma série de manifestações em vias de grande circulação de veículos ao longo do dia. O plano de reorganização das escolas estaduais, já publicado em decreto, prevê a divisão das escolas por ciclos únicos (anos iniciais e finais do fundamental e o médio).
Segundo o governo, o objetivo é melhorar a qualidade do ensino e evitar, por exemplo, que alunos de seis anos frequentem a mesma unidade de adolescentes de 17 e 18 anos.
O plano encontra resistência de parte dos alunos afetados ?191 escolas estão ocupadas em protesto contra a mudança. Além disso, o Ministério Público do Estado decidiu entrar com ações na Justiça para derrubar a proposta da Secretaria do Estado de Educação de São Paulo.
A onda de pequenos protestos ganhou corpo nesta terça (1°). À noite, um protesto na av. Nove de Julho, com alunos contrários à reorganização, terminou em confronto com PMs, que usaram bombas de gás para desbloquear a via. Alguns revidaram com pedras.
