Dilma recebe Macri por "normalidade" dois dias após abertura de impeachment
MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na tentativa de manter "uma certa normalidade no governo", nas palavras de assessores, a presidente Dilma Rousseff manteve a recepção ao presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, nesta sexta-feira (4) em Brasília.
Segundo auxiliares de Dilma, a presidente quer manter sua agenda de compromissos, principalmente com representantes de importantes parceiros comerciais, para passar a ideia de que seu governo está funcionando mesmo com a abertura do processo de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Macri visitará Dilma no Palácio do Planalto na manhã de sexta, mas antes fará uma parada em São Paulo, onde deverá se reunir com lideranças empresariais.
Como o ex-chefe de governo de Buenos Aires ainda não tomou posse -marcada para o próximo dia 10-, o encontro não terá as honras de uma visita de Estado. Será apenas uma reunião de trabalho entre Dilma, Macri e seus assessores.
O argentino deve estar acompanhado de sua futura chanceler, Susana Malcorra, e Dilma deve convidar para o encontro os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Armando Monteiro (Desenvolvimento e Comércio Exterior), além do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.
A facilitação comercial do bloco com a União Europeia e com a Aliança do Pacífico, defendida por Dilma e Macri, deve ser uma das pautas do encontro.
