Ex-premiê espanhol pede "conversa pessoal" com Maduro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que será um dos acompanhadores da eleição de domingo (6) na Venezuela, disse nesta quarta (2) que quer conversar pessoalmente com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sobre o processo.
Zapatero, que chegou na terça (1) a Caracas, afirmou que assumirá suas funções com "respeito à soberania do povo da Venezuela", para ajudar o pleito a "responder aos melhores princípios de transparência".
Ele deu as declarações durante a instalação do programa de acompanhamento internacional do pleito, com a presença de autoridades do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) venezuelano e de membros da missão da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).
O ex-primeiro-ministro, que também se reuniu com a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, foi convidado pelo CNE, junto com o ex-presidente do Panamá Martín Torrijos e o senador colombiano Horacio Serpa, para acompanhar as eleições.
Em junho, outro ex-premiê espanhol, Felipe González - do mesmo partido de Zapatero, o socialista PSOE -, foi impedido pelas autoridades de visitar presos políticos e chamado de "golpista" por Maduro.
PRESENÇA BRASILEIRA
No final de novembro, o cônsul-geral do Brasil em Washington, Antonino Mena Gonçalves, foi escolhido como representante brasileiro na missão da Unasul que acompanhará a votação.
A escolha pôs fim à incerteza sobre a participação brasileira, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se retirar da missão em protesto contra a falta de garantias para uma observação crível e o veto de Caracas ao ex-ministro brasileiro Nelson Jobim como chefe da delegação.
Diante do mal-estar causado pela decisão do TSE, o ex-presidente dominicano Leonel Fernández, chefe da missão da Unasul, pediu um assessor ao governo brasileiro, que indicou Mena Gonçalves.
