Carson cai e Trump volta a ter folga em disputa republicana nos EUA
THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Com a queda nas pesquisas do médico aposentado Ben Carson, o Partido Republicano voltou a ter um pré-candidato liderando com folga a disputa à Casa Branca.
O empresário Donald Trump se descolou, segundo pesquisa da Universidade Quinnipiac publicada nesta quarta-feira (2), com 27%, ante 24% no mês passado.
O médico caiu da segunda posição, com 23% em novembro, para a terceira, empatado com o senador do Texas Ted Cruz, com 16%. O senador pela Flórida Marco Rubio cresceu e está atrás de Trump, mas ainda com 17%.
O ex-governador da Flórida Jeb Bush caiu ainda mais e registrou 5% das intenções.
Com sua estratégia de insultos e polêmicas, Trump tem, ao mesmo tempo, maior rejeição do eleitorado republicano: 26% dizem que não votariam nele de modo algum, de acordo com o levantamento. Jeb tem 21% de rejeição.
"Parece que não importa o que ele diz ou quem ele ofende, se os fatos [citados por ele] são contestados ou se ele desafia o politicamente correto, Donald Trump parece estar vestindo Kevlar [fibra sintética resistente]", afirmou Tim Malloy, diretor-assistente de pesquisa da Universidade Quinnipiac.
Durante o período de ascensão de Carson, Trump enfrentou ceticismo de analistas e estrategistas que, desde o início da disputa, em meados deste ano, consideravam sua pré-candidatura "fogo de palha", com data de validade.
A 11 meses do pleito nacional, contudo, seu descolamento passou a ser encarado com mais seriedade.
"Carson, que chegou a se mover ao centro do debate [pesquisas o apontaram líder no final de outubro], agora precisa de massagem cardíaca. Trump sobe. O Partido Republicano deve estar pensando: 'Esse pode ser o cara'", disse Malloy.
HILLARY
Uma eventual nomeação de Trump seria positiva para os aspirantes democratas. A ex-secretária de Estado Hillary Clinton o venceria por 47% a 41%, de acordo com a pesquisa. O senador por Vermont Bernie Sanders ganharia por 49% a 41%.
Hillary também parece ter consolidado sua liderança entre os democratas com 60% das intenções de voto, ante 30% de Sanders. Em novembro, ela tinha 53% e ele 35%.
