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Justiça fixa em US$ 1,5 mi fiança de policial acusado de matar negro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em decisão divulgada nesta segunda-feira (30), um juiz de Chicago (EUA) estipulou em US$ 1,5 milhão a fiança a ser paga pelo policial Jason Van Dyke, acusado de matar o adolescente negro Laquan McDonald, 17, com 16 tiros.
O caso aconteceu em outubro de 2014, mas o vídeo -que mostra que McDonald recebeu vários tiros quando já estava no chão- foi divulgado apenas na semana passada pelas autoridades de Chicago, que levaram mais de um ano para indiciar o policial.
A divulgação das imagens foi o estopim de uma série de manifestações contra a violência policial de cunho racial nos EUA.
A polícia alega que o adolescente portava uma faca e que, no momento da morte, os agentes atendiam reclamações de que alguém estava roubando aparelhos de som de carros.
Van Dyke, 37, está preso desde o último dia 24 e precisará pagar pelo menos 10% da fiança (US$ 150 mil) para responder ao processo em liberdade.
Seu advogado, Dan Herbert, elogiou a decisão do juiz de fixar um valor -de início, o policial fora preso sem direito a fiança.
OUTROS CASOS
Além de provocar protestos por todo o país, os casos de violência policial contra negros nos EUA têm resultado em acordos extrajudiciais com as famílias das vítimas.
Em setembro deste ano, a Prefeitura de Baltimore chegou a acordo em que pagará US$ 6,4 milhões (R$ 24,32 milhões) à família de Freddie Gray, jovem negro que morreu após ser gravemente ferido pela polícia em abril.
Em julho, a Prefeitura de Nova York também fez acordo extrajudicial com a família do ambulante Eric Garner, 43, morto por asfixia por um policial em julho de 2014. Os familiares de Garner receberão US$ 5,9 milhões.
Outro episódio que deflagrou protestos foi a morte do jovem negro Michael Brown, 18, pelo policial branco Darren Wilson, em Ferguson (Missouri), em agosto do ano passado. O movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) emergiu durante a onda de manifestações após a morte de Brown.

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