Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Pernambuco e Recife decretam estado de emergência por Aedes aegypti

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, ambos do PSB, decretaram situação de emergência no Estado e na capital a partir de terça-feira (1°) devido ao aumento de caso de chikungunya e zika, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.
O estado de emergência foi assinado na manhã deste domingo (29) e será publicado no Diário Oficial na terça-feira. A decisão foi tomada um dia após o Ministério da Saúde informar que há relação entre o surto de microcefalia no Nordeste e o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Pelo decreto, as Secretarias de Saúde, do Estado e do Município foram designadas como coordenadoras de todas as ações relativas à questão e está autorizada a adoção de todas as medidas administrativas necessárias para o combate imediato da situação.
"Precisamos da união do Poder Público e da sociedade civil. Juntos, trabalhando para superar essa que é a maior crise da saúde no Brasil", disse o governador.
Segundo informações do governo, com o decreto do estado de emergência, o Estado tem maior liberdade para acessar crédito para usar em medicamentos e equipamentos e contratar temporários para ajudar a combater os focos de mosquitos, sem precisar passar por licitação.
Nesta segunda-feira (30) será realizada uma reunião entre governador e prefeitos do Estado para definir quais ações serão tomadas no combate ao mosquito. Em Pernambuco, foram constatados 487 casos de microcefalia nas últimas semanas.
ZIKA E MICROCEFALIA
A constatação do Ministério da Saúde tem como base o resultado de exames realizados em um bebê nascido no Ceará pelo Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA). De acordo com o ministério, em amostras de sangue e tecidos do bebê, que nasceu com microcefalia e outras malformações congênitas, foi identificada a presença do vírus.
"A partir desse achado do bebê que veio a óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia", diz o ministério em nota. "Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial."
O governo diz também que a análise inicial indica que o risco para a gestante está associado aos primeiros três meses de gravidez. Destaca, no entanto, que ainda são necessárias investigações para confirmar o período de maior vulnerabilidade para a gestante e esclarecer outras questões, como a transmissão do vírus, sua atuação no organismo e a infecção do feto.
OUTRA MORTE
O Instituto Evandro Chagas também informou ao ministério nesta sexta-feira (27) dois casos de mortes relacionadas ao vírus. O primeiro caso foi de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, morador de São Luís (Maranhão). O segundo caso, de uma menina de 16 anos de Benevides (Pará), que morreu no final de outubro.
"As análises indicam que esse agente pode ter contribuído para agravamento dos casos e óbitos. Esta é a primeira ligação de morte relacionada ao vírus zika no mundo, o que demonstra uma semelhança com a dengue", diz o ministério.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV