Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Justiça manda esvaziar hidrelétrica como medida de prevenção

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JOSÉ MARQUES
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Justiça mineira determinou, na noite desta sexta-feira (27), que a mineradora Samarco tome medidas de prevenção para o caso de novo rompimento de barragens em Mariana (MG), inclusive, com esvaziamento de uma hidrelétrica usada pela Vale.
Além da barragem de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro e deixou um rastro de destruição que alcançou o litoral do Espírito Santo, outras duas estruturas estão estáveis e recebem obras de reforços: as barragens de Santarém e Germano.
Na decisão, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Minas impõe que a Samarco apresente em três dias uma projeção atualizada de possíveis cenários no caso de novos desastres, com previsão de consequências e medidas emergenciais a serem adotadas. O documento deve ser encaminhado ao Estado e ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
Também pede que a mineradora arque com os custos de esvaziamento da usina hidrelétrica Risoleta Neves, localizada em Santa Cruz do Escalvado, a 100 km de distância.
A usina é de propriedade do consórcio Candonga, formado pela Vale e pela fabricante de alumínio Novelis, também citado na ação. Ela recebe água do rio Doce, que levou os rejeitos de lama da barragem até o mar, em Linhares (ES), causando desabastecimento em cidades como Governador Valadares (MG) e Colatina (ES), e não funciona desde o dia 5.
A decisão judicial determina que o consórcio esvazie a hidrelétrica em dois dias e utilize sua estrutura para conter o fluxo de rejeito em caso de rompimento das barragens.
Em caso de descumprimento, as empresas serão multadas diariamente em R$ 1 milhão.
A Vale também é dona da Samarco, em sociedade com a mineradora anglo-australiana BHP Billiton.
No último dia 21, a Folha de S.Paulo revelou que o plano de emergência da mineradora para Fundão não previa estratégia para alertar aos moradores do subdistrito de Bento Rodrigues no caso de um eventual rompimento, o que destoa da legislação federal.
O pedido da Justiça foi feito pelo governo de Minas e pelo Ministério Público, a partir de laudos que apontam o comprometimento das estruturas de Santarém e Germano.
Procurada, a Samarco disse que foi notificada da decisão e está avaliando o documento. A reportagem não conseguiu localizar representantes do consórcio Candonga.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV