Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Uruguai e Paraguai condenam morte e pedem respeito a eleição na Venezuela

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os governos do Uruguai e do Paraguai condenaram nesta sexta-feira (27) a morte do opositor venezuelano Luis Manuel Díaz e pediram que as autoridades garantam a segurança da oposição e respeitem o resultado eleitoral.
Com as declarações, os dois países elevaram o tom em relação ao governo de Nicolás Maduro. Também nesta sexta, a Chancelaria brasileira pediu que a Venezuela zele para que as eleições transcorram de forma limpa e pacífica.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores uruguaio repudiou a morte do opositor e pediu a investigação do crime. O país ainda pede que o governo venezuelano dê as condições para que as eleições no país sejam livres.
"O governo do Uruguai faz um chamado à calma, à tolerância, a garantir a liberdade de expressão e evitar por todos os meios a incitação à violência nesta etapa da campanha eleitoral", diz o comunicado.
Durante encontro com o colega espanhol, José Manuel García-Margallo, em Assunção, o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, manifestou a preocupação do país com a situação na Venezuela.
Segundo o ministro, o governo paraguaio espera que se respeitem os resultados das próximas eleições e que estas se deem com a maior participação possível. "Esse é o jogo democrático", disse, durante a entrevista.
Secretário do Ação Democrática, Díaz foi assassinado em comício da Mesa de Unidade Democrática em Altagracia de Orituco (a 124 km de Caracas) na quarta (25). A mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori, participava do evento.
A morte ocorreu a 11 dias da eleição parlamentar venezuelana, em que pesquisas apontam como ganhadores os rivais de Nicolás Maduro. Nos últimos dias, o governo chavista deu sinais de que não aceitaria uma derrota no pleito.
MERCOSUL
A mudança de tom de Brasil, Paraguai e Uruguai acontece depois que o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, defendeu que a Venezuela seja suspensa do Mercosul por não se enquadrar na cláusula democrática.
Nos últimos meses, os três países tem reagido de forma mais crítica a ações do governo chavista, como a condenação do dirigente opositor Leopoldo López e às dificuldades impostas à missão de acompanhamento eleitoral da Unasul.
Em outubro, as autoridades venezuelanas rejeitaram o ex-presidente do TSE Nelson Jobim como chefe da comissão do bloco sul-americano. Depois do veto, o órgão eleitoral brasileiro deixou os trabalhos com a Unasul.
Os presidentes também são pressionados internamente por suas respectivas oposições, que pedem uma ação mais dura contra Maduro. Dentre os membros da Unasul que não são membros plenos do Mercosul, Chile e Colômbia também condenaram o assassinato.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que a morte de Luis Manuel Díaz não tem nenhuma justificativa. "Esperamos que seja feita toda a investigação do caso, que os responsáveis sejam enviados à Justiça e tomara que não tenhamos eleições com violência."
Na quinta, o chanceler chileno, Heraldo Muñoz, disse esperar que seja garantido um clima de paz para as eleições parlamentares.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV