'Turquia tem o direito de defender seu território', diz Obama sobre incidente
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que "a Turquia, como qualquer outro país, tem o direito de defender seu território e seu espaço aéreo" após o país derrubar uma aeronave russa sob a acusação de esta ter invadido seu espaço aéreo perto da fronteira com a Síria nesta terça (24).
Obama recebia seu colega francês, François Hollande, na Casa Branca. A aparição conjunta teve como principais assuntos os ataques a Paris orquestrados pela milícia radical Estado Islâmico (EI) no último dia 13 e a tensão entre Turquia e Rússia.
Ambos os presidentes reforçaram o desejo de que o incidente não provoque, no entanto, uma escalada do conflito sírio.
"É muito importante agora ter certeza de que tanto os russos quanto os turcos estão conversando entre si para descobrir exatamente o que aconteceu e tomar medidas para desencorajar qualquer tipo de escalada [no conflito sírio]", disse Obama.
O presidente americano disse também que os bombardeios russos a opositores moderados do ditador Bashar al-Assad estão beneficiando os terroristas na Síria, mas que "a Rússia é bem-vinda para ajudar no combate ao EI".
CAMPANHA CONTRA O EI
O presidente da França afirmou, ao lado de Obama, que ambos conversaram na Casa Branca para intensificar os ataques aéreos sobre Síria e Iraque.
Hollande também defendeu o fechamento "urgente" da fronteira entre a Síria e a Turquia, e que os refugiados decorrentes do conflito sírio sejam alocados "mais perto de suas casas", mas rejeitou "relacionar refugiados e terrorismo.
Hollande negou que vá despachar tropas para o combate em terra, no entanto.
Obama exaltou a aliança entre EUA e França e se colocou ao lado de Hollande em virtude dos atentados -o presidente francês lembrou que Obama foi o primeiro líder a ligar para ele após os ataques.
"Os EUA e a França permanecem unidos, em total solidariedade, para levar justiça a esses terroristas e para defender nossas nações", disse Obama.
Ambos repudiaram o EI e defenderam uma solução na Síria que envolva a retirada de Assad do poder.
"Não podemos imaginar os sírios se unindo em torno do líder que é responsável por mais de 300 mil mortes", disse Hollande.
