Durante visita a Israel, Kerry condena onda de violência na região
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Estado americano, John Kerry, condenou nesta terça-feira (24) a onda de violência entre palestinos e israelenses ao se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Jerusalém.
"Ninguém em nenhuma parte deveria viver enfrentando a violência diária, com ataques nas ruas, com facas, tesouras, carros", afirmou Kerry, lamentando a série de ataque ocorridos nas últimas semanas em Israel e nos territórios palestinos ocupados.
"Expresso minha condenação total a qualquer ato de terror que acabe com vidas inocentes", acrescentou Kerry. Depois da reunião com Netanyahu, ele se reuniu com o presidente israelense, Reuven Rivlin.
Kerry também deve se reunir nesta terça com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia.
A última visita do chanceler americano à região ocorreu durante a incursão militar do Exército de Israel na faixa de Gaza, entre julho e agosto de 2014, a qual terminou com a morte de mais de 2.200 palestinos e 72 israelenses.
Em abril do mesmo ano, um processo de paz liderado por Kerry entre representantes palestinos e israelenses fracassou.
O governo dos EUA busca retomar as negociações, mas palestinos e israelenses não dão sinais de interesse efetivo em participar de um novo processo de paz em breve.
ONDA DE VIOLÊNCIA
A onda de violência na região prosseguiu nesta terça.
Segundo o Exército israelense, um motorista palestino avançou com seu veículo sobre um grupo de soldados em um posto de controle na Cisjordânia, deixando quatro feridos.
Um agente abriu fogo contra o agressor, deixando-o gravemente ferido. Ele foi identificado como residente da cidade de Jenin, na Cisjordânia.
Na segunda-feira (23), foram registrados vários ataques na região, incluindo um esfaqueamento que matou um israelense na fronteira entre Israel e a Cisjordânia.
Desde 1º de outubro, quando começou a atual onda de violência, morreram ao menos 92 palestinos -a maioria abatida por soldados-, um árabe-israelense, 17 judeus israelenses, um americano e um eritreu.
