Pequim confirma morte de cidadão chinês por facção radical
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A China confirmou nesta quinta-feira (19) a morte de um refém chinês mantido pela facção radical Estado Islâmico (EI). O presidente do país, Xi Jinping, condenou o ato.
O EI havia noticiado a morte de Fan Jinghui, 50, por meio de sua revista "Dabiq", divulgada na internet na última quarta (18). Ele teria sido decapitado.
Um outro refém, o norueguês Ole Johan Grimsgaard-Ofstad, também teve a morte noticiada na mesma publicação.
Segundo o EI, ambos foram mortos após o não pagamento do resgate solicitado pela milícia a seus países de origem.
Fan havia sido identificado como natural de Pequim, sem emprego fixo, que havia dado aulas em uma escola secundarista e trabalhado esporadicamente em produções para a TV. Detalhes de como ele foi para a Síria e com qual finalidade não foram imediatamente revelados.
"A China condena fortemente a brutalidade da morte de um chinês pelos extremistas do Estado Islâmico", disse Xi em Manila, onde ele participa de uma reunião da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). Ele também expressou condolências à família da vítima, segundo a agência de notícias Xinhua, que divulgou as declarações do líder.
"Terroristas são o inimigo comum da humanidade", disse Xi.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei, disse que o país fez todos os esforços para salvar a vida do refém, sem especificar quais medidas haviam sido tomadas.
É improvável que a morte altere a posição da China, aliada do ditador sírio, Bashar al-Assad, de não intervenção no conflito civil.
