Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Presença de mentor de ataques em Paris expõe fragilidade das fronteiras

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

LEANDRO COLON, ENVIADO ESPECIAL
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - A confirmação, nesta quinta (19), de que o suposto mentor dos atentados foi morto no subúrbio de Paris menos de cinco dias depois da noite de terror na cidade, vai aumentar a pressão da França por reformas no espaço de livre trânsito na Europa.
O episódio da morte de Abdelhamid Abaadoud, 27, é um golpe no chamado espaço de Schengen, formado por 26 países europeus que dispensam controle de passaporte entre suas fronteiras.
Nos últimos dias, antes mesmo do "caso Abaadoud", o governo francês já havia sugerido a rediscussão sobre Schengen. Agora, deve adotá-la como uma de suas bandeiras pós-ataques, apesar da resistência de potências como a Alemanha.
A fraqueza desse afrouxamento entre as fronteiras ficou exposta com a história do suspeito Salah Abdselam, que cruzou de carro com dois amigos da França para a Bélgica na manhã seguinte aos ataques do dia 13. Ele foi parado pela polícia belga, mas seguiu viagem tranquilamente para um paradeiro até agora desconhecido. Abdselam, segundo os investigadores, foi quem alugou três veículos usados nos atentados de sexta à noite.
Soma-se ainda a hipótese de um dos terroristas que se explodiu em Paris ter entrado no bloco europeu -chegando à França- com passaporte registrado em nome de um refugiado sírio. Para tanto, usou uma ilha grega, rota dos que deixam a Síria em direção à Europa.
Até a polícia invadir a rua Republiqué em Saint Denis para caçar Abaadoud, acreditava-se que o temido (e velho conhecido das autoridades) Abaadoud estivesse na Síria, em área ocupada pelo Estado Islâmico. Afinal, seria muita ousadia que o mentor dos ataques se deslocasse até Paris "apenas" para organizá-lo.
Em entrevista publicada por uma revista ligada à facção extremista, Abaadoud zombou das autoridades europeias afirmando que burlava qualquer serviço de inteligência ao circular pelos países europeus. Ao que tudo indica, não era bravata do terrorista.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV