Polícia belga realiza operações em bairro de origem de extremistas
DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Autoridades belgas realizaram uma série de buscas na região de Bruxelas na manhã desta quinta-feira (19). Houve operações em Jette, Uccle e Molenbeek -este último, um bairro periférico ligado a alguns dos suspeitos do massacre de Paris.
Houve uma detenção em Laeken, mas não estava claro qual era a ligação do suspeito com os atentados terroristas da semana passada. A Polícia não informou a identidade do detido.
Houve buscas específicas por pessoas possivelmente conectadas a Bilal Hadfi, que morreu ao explodir uma bomba em Paris, na sexta-feira (13).
Pouco após as buscas, a reportagem esteve em regiões como Molenbeek, centro da operação. Não havia qualquer sinal de distúrbio na praça central, onde prosseguia uma feira de frutas embaixo da garoa fina.
O governo belga deve endurecer suas medidas de segurança, após ter sido estabelecido um vínculo entre diversos terroristas e este país. Charles Michel, o premiê da Bélgica, sugeriu que militantes retornando ao país sejam imediatamente enviados à prisão.
Michel também disse que deve alocar 400 milhões de euros (R$ 1,6 bi) a mais para combater o extremismo.
As medidas propostas pelo primeiro-ministro incluem também maior controle nas fronteiras e o desmantelamento de lugares de culto que funcionem às margens do governo.
A Bélgica é o país europeu que mais possui extremistas islâmicos per capita que deixam o país para receber treinamento e lutar na Síria.
