UPPs registram maior alta de mortes violentas desde sua criação no Rio
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os primeiros seis meses de 2015 registraram a maior alta no número de mortes violentas em áreas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) desde 2008 - ano da implantação do programa no Rio.
Foram 73 registros de óbitos violentos, dos quais 56 homicídios dolosos. O número foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo ISP (Instituto de Segurança Pública).
Segundo o órgão, o indicador letalidade violenta (soma de homicídio doloso, homicídio decorrente de intervenção policial, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) apresentou aumento de 55,3% nos primeiros seis meses.
Segundo o ISP, foram registradas 73 mortes, contra 50 do segundo semestre de 2014. Essa é a maior alta desde 2008. Até então, o primeiro semestre de 2009 tinha o maior registro, com o aumento de 21 registros em relação ao semestre anterior.
A alta, segundo a secretaria de Segurança, ocorreu devido ao conflito entre traficantes que ocorreu no mês de maio de 2015 na favelas Coroa, Fallet, Fogueteiro e São Carlos, região central do Rio, quando 11 pessoas morreram.
Ainda no período, houve o aumento de mortes de policiais que trabalham em áreas ditas pacificadas: foram seis agentes mortos em serviço no primeiro semestre de 2015, contra cinco policiais do mesmo período de 2014. Atualmente, o estado do Rio possui 38 UPPs.
