Nomes de mais dois potenciais homens-bomba são divulgados
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois novos nomes de potenciais homens-bomba relacionados aos atentados da ultima sexta-feira foram divulgados nesta segunda (16) pela promotoria francesa.
Um dos homens-bomba do ataque na casa de espetáculos Bataclan foi identificado como Samy Ammour, 28, e seria proveniente de Drancy, ao norte de Paris. Ele era conhecido das unidades de combate ao terrorismo após ter sido colocado sob investigação e controle judicial por tentar viajar ao Iêmen.
Ele desapareceu em 2013 e era alvo de um mandado internacional de prisão.
A promotoria acrescentou que as impressões digitais de um dos homens-bomba por trás dos ataques no Stade de France, em Paris, coincidiram com os registros de um homem registrado na Grécia em outubro.
"Neste momento, enquanto a autenticidade de um passaporte em nome de Ahmad al Mohammad, nascido em 10 de setembro de 1990 em Idlib, na Síria, precisa ser verificada, há semelhanças entre as impressões digitais do homem-bomba e aqueles levados durante um controle na Grécia em outubro", disse a promotoria de Paris em um comunicado.
"Cinco dos terroristas mortos agora foram identificados", acrescentou a promotoria.
FORAGIDOS
A polícia ainda busca um homem identificado como Salah Abdeslam, de 26 anos. Ele alugou o Volkswagen Polo preto que levou terroristas à Bataclan, onde foram mortas 89 pessoas.
Acredita-se que Abdeslam, que nasceu em Bruxelas e tem cidadania francesa, esteja envolvido diretamente com o massacre de sexta, que deixou 129 mortos e cerca de 350 feridos, no pior dia de violência na França em décadas.
Seus dois irmãos também são suspeitos de envolvimento na matança: um deles é uma das dez pessoas que foram presas na Bélgica desde sábado (sete neste domingo), enquanto o outro morreu num dos ataques suicidas de sexta.
Além do irmão de Abdeslam, outros dois dos sete homens-bomba tinham cidadania francesa.
Um deles também vivia na Bélgica, enquanto se acredita que Ismael Omar Mostefai, identificado no sábado por suas digitais, vivia em um subúrbio de Paris antes dos ataques. De 29 anos, ele seria filho de um argelino e de uma portuguesa.
