Franceses fazem fila para doar sangue para vítimas de ataques
LEANDRO COLON, ENVIADO ESPECIAL
PARIS. FRANÇA (FOLHAPRESS) - A publicitária Hortense Metais, 26, esteve no Hospital George-Pompidou, em Paris, neste sábado (14). Mas não foi para se consultar, nem visitar algum conhecido internado no local.
O motivo dela foi se juntar às pessoas que, desde a noite de sexta-feira (13), doaram sangue para as vítimas dos ataques terroristas que deixaram mais de 120 mortos.
Segundo a polícia nacional francesa, há cerca de 250 feridos espalhados por hospitais da capital francesa. Desses, cerca de 40 estão internados no George-Pompidou.
Os ataques terroristas fizeram a equipe desse e de outros hospitais pedir reforço —em alguns casos, isso nem foi necessário: alguns médicos e enfermeiros foram por conta própria ajudar no socorro das vítimas.
Após doar sangue, Hortense Metais contou à Folha que seu pai perdeu um amigo nos atentados de sexta. "Acho que todos têm de fazer alguma coisa em solidariedade e doar sangue é uma forma que encontrei de ajudar", disse.
