Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Quer maior aula que essa?, diz aluna que ficou três dias na Fernão Dias Paes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JULIANA GRAGNANI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A invasão da escola Fernão Dias Paes, que já entra em seu quarto dia, é a maior aula que os alunos podem ter e dar a seus colegas, diz a aluna Luana Nardi, 15.
"Quer aula maior que essa?", pergunta ela, sobre o movimento contrário à reorganização na rede de ensino estadual proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A gestão tucana vai fechar 94 unidades estaduais a partir de 2016.
Ela participava da ocupação desde o início, na manhã da última terça (10), e permaneceu no local até a noite desta quinta-feira (12). Segundo Nardi, ela deixou a escola porque sua mãe está recém-operada.
Desde o começo, policiais cercam a escola, em Pinheiros, e bloqueiam as ruas do entorno. Alunos não podem mais entrar e se juntar aos que estão nas dependências da escola. Nardi se juntou aos manifestantes que bloqueiam uma via da Pedroso de Morais em apoio à ocupação. Na manhã desta sexta-feira (13), cerca de 300 alunos das escolas Di Cavalcanti e Manuel Ciridião Buarque foram para frente da Fernão para prestar apoio.
Por volta das 10h40, cinco alunos da Manuel Ciridião Buarque foram comprar comida na rua Teodoro Sampaio, quando foram parados por policiais militares para uma revista.
A ação resultou em uma confusão -outros alunos souberam e foram acompanhar a situação. Um pacote de papeis transparentes para enrolar cigarros, também usado para maconha, foi encontrado com uma aluna. Os estudantes tiveram os nomes anotados e foram liberados.
AUDIÊNCIA
Os alunos vão participar às 15h de uma audiência de conciliação para negociar a saída da escola depois que a Justiça decretou a reintegração de posse do espaço em até 24 horas.
"Vamos até o fim. Só seremos retirados pela PM ou quando a nossa demanda for atendida", afirma Nardi. Ela conta que nos dias e nas noites em que ficaram na escola, os alunos limparam o edifício e nunca depredaram nada "como disseram por aí". Os manifestantes, diz, se revezavam para cozinhar, se oferecendo voluntariamente para cumprir essa função.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV