ATUALIZADA
RONALD LINCOLN JR
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O protesto de taxistas contra o aplicativo Uber nesta quarta-feira (11) terminou por volta de 17 horas, após líderes do movimento terem sido recebidos no Tribunal de Justiça (TJ-RJ), no centro.
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, atendeu a três representantes dos taxistas em seu gabinete.
Os manifestantes entregaram a Carvalho um documento que apontava irregularidades em serviços de transporte como o Uber. O presidente recebeu o dossiê, mas não se posicionou sobre a situação.
Antes disso, os manifestantes se concentraram na frente do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na zona sul, em uma tentativa de pedir ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) apoio para a queda da liminar que libera a utilização do Uber.
No dia 3 de novembro, um recurso da prefeitura contra a liminar foi negado pela desembargadora Márcia Ferreira Alvarenga, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que se mostrou favorável à atuação do aplicativo.
Uma comissão de taxistas foi recebida pelo secretário chefe de gabinete do governador, Afonso Monerat, e pelo secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório, mas foi foi avisada que Pezão realizava um compromisso no interior do Estado.
Segundo os taxistas, Monerat garantiu que o governador vai se reunir com a liderança da classe para discutir o assunto em breve.
"O Pezão tem influência no tribunal (TJ-RJ). Ele pode pedir ao presidente que suspenda a liminar. É ela que está nos prejudicando", afirmou Antônio Oliveira, presidente do sindicato de taxistas do Rio.
Oliveira argumenta que o protesto não é contra o aplicativo Uber, especificamente, mas contra o transporte irregular na cidade.
"Vamos aguardar o prometido, se a reunião com o governador não ocorrer, vamos pensar em outra manifestação", disse.
O acúmulo de veículos - 400 foram às ruas, de acordo com o sindicato - emperrou o trânsito na cidade. Diversas vias importantes da cidade, como a avenida Presidente Antônio Carlos e o túnel Santa Bárbara foram bloqueadas.
Para tentar reduzir o efeito da manifestação, a prefeitura destacou 450 agentes de trânsitos, que foram espalhados pela cidade.
A concentração de veículos para os protestos começou por volta de 6 horas da manhã, em importantes vias de todas as regiões da cidade. Às 7h, os taxistas deram início a uma carreata em direção à sede prefeitura, no centro.
No início da tarde, a carreata seguiu para o Palácio Guanabara e, por fim, encerrou o protesto na sede do TJ.
