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Governo corta água, mas alunos dizem que vão passar noite em escola de SP

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FELIPE SOUZA E SIDNEY GONÇALVES DO CARMO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão do governo Geraldo Alckmin (PSDB) cortou a água da escola estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ocupada por cerca de cem estudantes desde o início da manhã desta terça-feira (10).
Eles protestam, desde às 6h, contra o fechamento de unidades para a reorganização da rede pública estadual.
Mesmo sem água, os estudantes decidiram em assembleia que vão continuar no local até serem ouvidos por membros da secretaria estadual da Educação. Eles já colocaram colchões no local e começaram a preparar o jantar na cozinha da escola.
De acordo com a Polícia Militar, há ainda cinco adultos no local. Parte dos adolescentes e dos adultos não estudam ou trabalham na unidade.
No fim da tarde, a PM proibiu a entrada de alimentos e água na escola. O coronel que comanda a operação afirma que no colégio há nove caixas-d'água com 34 mil litros cada, além das merendas. Entretanto, os estudantes dizem que não têm água.
A proposta do governo é deixar todos os alunos saírem sem que eles sejam fichados. A reportagem presenciou ao menos dez estudantes deixando o colégio nas duas últimas horas. Alguns deles saíram após a chegada dos pais, que não quiseram dar entrevista.
"Será avaliado o que aconteceu lá dentro para saber o nível de responsabilidade de cada um, se houve dano ao patrimônio público. Os maiores de idade respondem pelos atos junto aos menores. Espero que eles compreendam o papel de cidadão de cada um deles e deixem a escola para a finalidade dela", disse o coronel Roberto Teixeira de Miranda.
Questionado, Miranda disse que não comentaria o andamento das negociações ou se há a possibilidade de a polícia invadir a escola. "É um prédio público. Desde que haja... Não tem problema", disse.
Toda a área ao redor da escola está cercada de policiais militares. Há ainda um caminhão do Corpo de Bombeiros posicionado na entrada principal da escola.

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