Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Governo britânico apresenta demandas para permanecer na UE

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

LEANDRO COLON
LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, apresentou nesta terça-feira (10) uma série de demandas para evitar a saída do Reino Unido da União Europeia. Ele promete um plebiscito até 2017 para a população decidir sobre o tema.
Cameron enviou uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, com as reivindicações. São elas: mesmas condições econômicas aos países que não integram a zona do euro (como é o caso do Reino Unido, que usa moeda própria, a libra esterlina), fortalecimento de competitividade de negócios dentro do bloco, exclusão do Reino Unido de medidas que aumentam integração política (na prática, menos autonomia ao Parlamento Europeu e mais ao Parlamento de Londres) e liberdade para o governo britânico impor limites no seu território ao livre trânsito de cidadãos da UE.
"O que estou pedindo é o necessário para resolver os problemas da relação britânica com a União Europeia", declarou o premiê. Seu gesto é o primeiro passo oficial para obter esses compromissos das principais lideranças do bloco em troca de evitar a saída do Reino Unido. Por meio de sua conta no Twitter, Donald Tusk confirmou o recebimento da carta e afirmou que começará a discuti-la com os membros da UE a partir da próxima semana.
A chanceler alemã, Angela Merkel, já declarou que vai trabalhar pela permanência do país no bloco, mas espera-se dela que não ceda tão fácil às reivindicações de Cameron, sobretudo em relação a mudanças no livre trânsito dos cidadãos, um dos princípios de criação da UE.
A chamada "renegociação" de permanência do Reino Unido é uma antiga bandeira política do primeiro-ministro e fez parte de sua promessa da campanha que o reelegeu em maio. Pessoalmente, o premiê não transparece ser favorável à saída da União Europeia, mas tem sido pressionado por setores do país, sobretudo do seu partido, Conservador, a cobrar mais autonomia.
As pesquisas apontam que, por enquanto, a maioria da população é contra deixar a UE. Cameron tenta, no entanto, usar a possibilidade de uma votação popular aprovar o rompimento com o bloco como moeda de negociação com as outras lideranças -ou seja, atendidas às reivindicações, esse risco seria cada vez menor.
Das demandas, a mais delicada diz respeito ao limites do livre trânsito dos europeus. O governo britânico argumenta que seu território virou alvo preferido de cidadãos de países da UE economicamente mais frágeis e que buscam migrar em busca de benefícios públicos concedidos pelo Reino Unido.
"Temos que ser capazes de lidar com todas as pressões que o livre movimento podem trazer em nossas escolas, hospitais e serviços públicos", afirmou Cameron nesta terça. O premiê alega que o cenário britânico migratório "não é sustentável" e afirmou que pretende tomar medidas que restrinjam o uso de benefícios sociais por novos imigrantes que chegam de dentro da UE. Uma delas é impor que um cidadão europeu tenha que viver e contribuir com impostos no Reino Unido por quatro anos antes de solicitar algum tipo de ajuda do governo, como auxílio-moradia.
Outro ponto polêmico é a crítica que Cameron faz ao tratamento, segundo ele, desigual aos países que não integram a zona do euro (ao todo, 19 dos 28 membros da UE usam a moeda única). "Não deve haver discriminação e desvantagem para qualquer tipo de negócio por causa da moeda de um país. A integridade do mercado único (da UE) deve ser protegida", disse o premiê.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV