Mineradora terá de pagar helicóptero para monitoramento de rio no ES
ESTÊVÃO BERTONI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A mineradora Samarco, responsável pelas barragens que se romperam em Mariana (MG), na última quinta-feira (5), terá de disponibilizar um helicóptero para que os órgãos ambientais sobrevoem e monitorem o curso do rio Doce no Espírito Santo.
A medida foi determinada nesta terça-feira (10) pela Justiça capixaba com base em uma solicitação do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual do Espírito Santo, que abriram uma ação civil pública de reparação por danos ambientais e danos morais coletivos.
A obrigação de disponibilizar a aeronave e de arcar com seus custos vale desde as 7h desta terça-feira.
O monitoramento da lama das barragens no rio Doce será feito pela Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), que terá de disponibilizar, pelo prazo necessário, profissionais para o trabalho, segundo decisão judicial.
Ainda por determinação do juiz federal Guilherme Alves dos Santos, imagens áreas da mancha terão de ser feitas durante os sobrevoos.
O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Baixo Guandu, o Sanear (Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental), e o próprio Iema serão obrigados a coletar, para análise, amostras da água do rio antes, durante e depois da passagem da lama nos municípios atingidos.
A Samarco afirmou que, antes da decisão, já tinha disponibilizado um helicóptero para o monitoramento do rio.
