Sindicato diz que pode fazer greve e protesto para manter cobrador em SP
FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo, Valdevan Noventa, disse que pode fazer manifestações e até greves caso a prefeitura consiga barrar a obrigatoriedade de manter um cobrador dentro do ônibus.
Em maio deste ano, o mesmo sindicato fez uma paralisação que durou duas horas, fechou 29 terminais de ônibus e prejudicou cerca de 675 mil passageiros .
A Folha de S.Paulo revelou nesta sexta-feira (6) que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) trava uma disputa na Justiça para derrubar a exigência de manter cobradores nos ônibus da capital paulista. A intenção da prefeitura é retirar esses profissionais gradativamente do sistema e economizar mais de R$ 1 bilhão em repasses que faz anualmente às empresas.
O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, defende que a retirada dos cobradores seja gradual, sem demissões. "Em algumas linhas, não há necessidade de manter cobrador. Você pode não repor os funcionários. Existe uma rotatividade muito grande e eles podem virar motoristas ou assumir outras funções", diz.
Para o presidente do sindicato, porém, os cobradores não podem ser retirados do sistema porque, além de cobrar a tarifa dos passageiros que não têm crédito no Bilhete Único, eles também fazem um trabalho social dentro do coletivo. Na visão do representante da categoria, é inviável manter as linhas sem a ajuda dos cobradores, "que ajudam os idosos e deficientes, orientam os passageiros e evitam fraudes no uso dos bilhetes.
