ONGs vão à Justiça contra nomeações de kirchneristas em órgão de controle
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Duas organizações não governamentais recorreram à Justiça contra a nomeação de dois políticos aliados de Cristina Kirchner para o principal órgão de controle da Argentina.
As denúncias foram apresentadas pelas ONGs Cidadãos Livres e Fundação para a Paz e a Mudança Climática e citam a presidente Cristina, o presidente da Câmara, Julián Dominguez, os dois nomeados e deputados governistas que votaram pela nomeação dos dois funcionários, na tarde desta quarta (4).
Nas representações judiciais, as ONGs falam em abuso de poder e violação dos direitos do funcionalismo público. A segunda entidade incluiu na acusação a presidente Kirchner e os políticos aliados por fraude contra a administração pública.
A Cidadãos Livres é dirigida pelo advogado José Magioncalda, que participou de um ato político do partido opositor União Cívica Radical nas eleições primárias deste ano.
Já a Fundação para a Paz é encabeçada por Fernando Miguez, que publicou recentemente um vídeo na internet com o discurso do parlamentar da União Cívica Radical Rodrigo de Loredo.
O governo está sendo criticado por nomear, a pouco mais de 30 dias do fim do mandato de Cristina, dois novos integrantes para a Auditoria-Geral da Nação, principal órgão de controle da política argentina.
Os dois nomeados são políticos ligados à presidente: Julián Alvarez, militante do agrupamento La Cámpora e candidato derrotado da Frente para a Vitória em Lanús, e Juan Ignacio Furlón, que renunciou ao cargo de presidente do Banco Nación horas antes de ser nomeado auditor.
A sanção dos seus nomes e as posses aconteceram nesta quarta (4), na Câmara dos Deputados, sob gritos de protesto de deputados da oposição.
