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Rússia diz ter enviado mísseis à Síria para evitar sequestro de caças

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Rússia enviou sistemas de mísseis à Síria para proteger suas forças militares na região, disse o chefe da Força Aérea russa nesta quinta-feira (5). O general Viktor Bondarev afirmou que caças poderiam ser roubados em países vizinhos à Síria e usados para atacar forças russas.
"Calculamos todas as ameaças possíveis. Enviamos não só caças, bombardeiros e helicópteros, mas também sistemas de mísseis", disse Bondarev ao jornal "Komsomolskaya Pravda". "Precisamos estar prontos", acrescentou.
A decisão russa foi anunciada dias depois da queda do Airbus da companhia russa Metrojet no Egito no sábado (31). Oriundo da cidade turística de Sharm-el-Sheikh, no Egito, o voo tinha como destino São Petersburgo. As 224 pessoas a bordo do avião morreram.
Uma das linhas de investigação apura a possibilidade de uma bomba na aeronave. O grupo radical Província do Sinai, vinculado à milícia Estado Islâmico (EI), afirmou em comunicado no dia do acidente que teria abatido a aeronave "em resposta aos ataques aéreos russos que mataram centenas de muçulmanos nas terras sírias".
A hipótese de que terroristas estão por trás da queda do avião é sustentada por autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos. Caso se confirme, a queda do Airbus seria a principal retaliação sofrida pela Rússia desde o início de sua intervenção na Síria.
No fim de setembro, a Rússia começou uma campanha de ataques aéreos contra posições do EI na Síria a pedido do ditador Bashar al-Assad. Potências do Ocidente acusam Moscou de atingir grupos da chamada "oposição moderada" envolvidos na guerra civil síria.
A intervenção russa na Síria mudou o panorama do conflito, que já deixou mais de 250 mil mortos em quatro anos e meio.
Os bombardeios abriram caminho para que o Exército sírio expandisse sua ofensiva contra os rebeldes. Além disso, ao fortalecer o regime sírio, a Rússia pressiona o Ocidente a aceitar uma transição política na Síria que não passe necessariamente pela deposição imediata de Assad.

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