Na Paulista, refugiados protestam contra assassinato de haitiano
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de refugiados protestou neste domingo (1º), em São Paulo, contra a xenofobia e o assassinato do haitiano Fetiere Sterlin em Navegantes (SC). Sterlin foi assassinado a facadas por um grupo de dez pessoas quando voltava de uma festa no dia 17 de outubro.
Os manifestantes se reuniram na frente do Masp e caminharam pela avenida Paulista, cujas faixas de rolamento estavam abertas para pedestres e fechadas para os carros. "Brasil, país de imigrantes. Só não são bem-vindos negros", dizia uma faixa carregada pelo grupo.
O protesto foi organizado pelo grupo Voluntários Amigos dos Haitianos e teve apoio do Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto de São Paulo.
Falando por um megafone, o congolês Pitchou Luambo, 34, coordenador do Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto de São Paulo, disse que os refugiados, no Brasil, só querem sobreviver.
"A pessoa que consegue chegar no Brasil é para ser admirada, porque não é fácil. Mas quando ela chega aqui, é jogada no chão", disse Luambo. "Meu filho vai ser brasileiro. Amanhã, meu filho vai casar com o filho de vocês."
