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EUA reforçarão ataques contra redutos da facção, afirma secretário

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Defesa americano, Ashton Carter, disse nesta terça-feira (27) ao Congresso que os Estados Unidos vão intensificar os ataques contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
O reforço contra a milícia acontece um mês após a Rússia começar a atacar áreas de domínio da facção. A ação russa é criticada pelos americanos por ter também como alvo rebeldes contrários ao ditador Bashar al-Assad.
Em discurso à Comissão de Operações Armadas do Senado, Carter afirmou que os Estados Unidos darão ênfase às ações nas cidade de Raqqa, na Síria, e Ramadi, no Iraque. As duas são os bastiões da milícia em seus respectivos países.
A intenção, segundo o secretário, é fazer ataques mais pesados e intensos para destruir as principais bases militares e as instalações de petróleo nessas regiões, a principal fonte de renda dos extremistas islâmicos.
Ao mesmo tempo em que reforçam os bombardeios, os americanos darão mais apoio aos rebeldes moderados para que dominem Raqqa. No Iraque, a ajuda será entregue ao governo e a milícias sunitas aliadas da administração local.
"Se for feito como queremos, todas estas ações contribuirão para que o território do Estado Islâmico fique menor e que tenhamos a chance de negar qualquer refúgio a este terrível movimento em sua suposta terra natal", disse Carter.
Aos senadores, o secretário afirmou ter ficado desapontado com o fracasso no treinamento de rebeldes. Por outro lado, disse esperar que funcione a estratégia de treinar os líderes de milícias moderadas.
Nesta terça, o comando da coalizão liderada pelos EUA informou ter realizado 12 ataques contra o Estado Islâmico no Iraque e um na Síria. A ação no território iraquiano concentrou-se em Sinjar, Kisik e Ramadi.
Do lado sírio, foi destruído um sistema de disparo de mísseis instalado perto da cidade de Halab. Este foi o primeiro ataque dos aliados americanos ao país comandado por Bashar al-Assad desde quinta-feira (22).
PALMIRA
Mais cedo, o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que membros do Estado Islâmico mataram três de seus reféns amarrados com explosivos em colunas romanas da cidade histórica de Palmira, na Síria.
Segundo ativistas da cidade ouvidos pela entidade, os assassinatos dos reféns civis ocorreram na última segunda (26). A milícia não reivindicou nem publicou imagens das mortes, como frequentemente faz.
As informações não podem ser confirmadas de forma independente devido às restrições provocadas pela guerra civil na Síria à atividade de organizações internacionais independentes e jornalistas.

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