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Ex-KGB diz que espião achado dentro de mala foi morto por assassino russo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-major da KGB, serviço secreto soviético, e oficial de inteligência Boris Karpichkov lançou uma nova hipótese sobre a morte em 2010 do espião britânico Gareth Williams, cujo corpo foi encontrado em uma mala dentro da banheira de sua casa.
Segundo Karpichkov, que vive no Reino Unido desde que foi exilado da Rússia, Williams foi morto por mercenários russos que o chantageavam com fotografias de cunho sexual.
Em 2013, a investigação policial do caso chegou à conclusão que Williams, 31, não foi assassinado e sim se enfiou na bolsa e acabou morto por acidente.
No entanto, os médicos forenses disseram ser impossível que o espião tenha entrado na bolsa e a fechado sem ajuda de ninguém. Há ainda o fato de que não há sinal de que ele tenha tentado escapar da mala e nem digitais ou DNA seus na banheira.
O agente se dedicava a decifrar códigos para a GCHQ (Government Communications Headquarters) e foi transferido para o serviço de espionagem externa MI6. Seu corpo foi encontrado nu e em decomposição dentro da bolsa em agosto de 2010, após colegas de trabalham notarem sua ausência.
Karpichkov afirma, segundo o jornal "Telegraph", que o espião foi morto com uma injeção letal na orelha e colocado dentro da mala por assassinos russos.
Citando uma fonte de alto escalão na inteligência russa, Karpichkov disse que um agente duplo da GCHQ tentava recrutar Williams para trabalhar com o serviço secreto russo.
Em uma noite, o agente levou Williams e outro espião para sair. Ele então teria colocado uma droga em sua bebida para que desmaiasse e, em seguida, tirou fotos dele em uma cama com um homem e uma mulher e tentou usar as imagens para chantageá-lo.
Ainda segundo Karpichkov, o agente duplo temeu que Williams o expusesse dentro da GCHQ quando voltasse de um período de licença no dia seguinte e enviou o terceiro espião para matá-lo. Este espião chegou na casa de Williams dizendo querer se desculpar pelo "mal entendido" e ofereceu um vinho, que continha drogas.
Quando o britânico desmaiou, foi injetado com uma mistura de extratos de plantas e um produto químico chamado diphenhydramine, difícil de se detectar no corpo.
Karpichkov não explica, contudo, o porquê decidiu contar sua versão da história mais de cinco anos após o crime.

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