"Espero uma eleição tranquila", diz Massa ao votar na Argentina
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Terceiro colocado na disputa à Presidência da Argentina, Sergio Massa votou na manhã deste domingo (25) em uma escola de Rincón de Milberg, Tigre, e disse esperar eleições tranquilas.
O candidato do partido Uma Nova Alternativa (UNA) foi acompanhado por sua mulher, Malena Galmarini. "Esperamos que [as eleições] sejam tranquilas, sem problemas e que se respeite a lei", disse o peronista de centrodireita, citado pelo jornal "Clarín".
Sorridente, cumprimentou todos os funcionários da sala em que votou. "Hoje é um dia de muita esperança e alegria para as pessoas. Independente do resultado, começará uma nova etapa", declarou o candidato, em aparente alusão ao fim dos 12 anos de governo de Cristina Kirchner e seu marido e predecessor, Néstor Kirchner (1950-2010).
As últimas pesquisas de intenção de voto colocam Massa com 21%, em terceiro lugar. O primeiro colocado é o governista Daniel Scioli, com 38% das intenções de voto. O segundo lugar é do opositor Mauricio Macri, com 29,2%.
Nenhum dos três candidatos têm os votos necessários para vencer no primeiro turno, mas os argentinos questionam se haverá uma segunda votação. Na Argentina, o candidato precisa obter 45% dos votos ou 40% e vantagem de dez pontos sobre o segundo lugar para vencer no primeiro pleito. Assim, se Scioli aumentar a diferença mostrada pelas enquetes no resultado oficial, o país pode ter seu primeiro presidente definido em primeira votação.
O senador e ex-presidente interino Adolfo Rodríguez Saá (2001) também votou cedo. Ele compareceu às 8h30 (9h30 em Brasília) em uma escola de San Luis. Segundo o jornal "Clarín", ele afirmou que a "Argentina precisa privilegiar o diálogo".
"Fiz uma campanha eleitoral muito sólida e tive um diálogo muito formal. Cumpri mais uma vez com meu dever. Sinto que estou fazendo um gesto patriótico", disse o candidato ao votar.
"Hoje temos que privilegiar o diálogo, diálogo ameno, cordial, amigável que nos permita construir entre todos uma Argentina melhor", continuou Saá, candidato presidencial pelo partido Compromisso Federal.
Ele disse ainda, segundo o "Clarín", que vai fazer "uma proposta para o país" assim que houver um resultado parcial. Saá disse acreditar que será difícil não haver um segundo turno.
Eleições na Argentina
Os eleitores argentinos também decidirão neste domingo a renovação de metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado, além de governadores de 11 províncias e, pela primeira vez, parlamentares do Mercosul, o bloco econômico da região.
Mais de 100 mil membros das forças de segurança argentinas estão a postos pelo país para a eleição.
Já a oposição mobilizou milhares de militantes para fiscalizar as mesas de votação diante das denúncias de irregularidades em votações nas províncias neste ano. A Câmara Nacional Eleitoral também fortaleceu medidas para garantir a transparência da votação, como maior controle nas cabines de votação, acompanhamento por GPS dos caminhões que levam as cédulas e cópias adicionais das atas eleitorais.
As urnas das 95 mil mesas de votação serão fechadas às 18h (19h em Brasília) e a previsão é que os primeiros resultados sejam divulgados à meia-noite.
