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Garoto detido por causa de relógio nos EUA vai estudar no Qatar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ahmed Mohamed, o garoto de 14 anos que foi detido em setembro por ter um relógio caseiro confundido com uma bomba, vai se mudar para Doha, no Qatar, onde ganhou uma bolsa de estudos para cursar o Ensino Médio, anunciou sua família na terça (20).
O anúncio foi feito pouco depois da visita de Ahmed à Casa Branca, prometida a ele pelo presidente dos EUA, Barack Obama, pouco após sua detenção.
O adolescente foi alçado ao estrelato desde que o episódio se tornou famoso. Em diversas viagens para dentro e fora dos EUA, o adolescente que vivia no subúrbio de Dallas se encontrou com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, a rainha Rania da Jordânia, o co-fundador do Google Sergey Brin e até mesmo o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, acusado de crimes contra a humanidade -o pai de Ahmed é sudanês.
Ahmed Mohamed, de origem muçulmana, foi algemado, interrogado e levado da escola pela polícia no dia 14 de setembro por portar um relógio digital caseiro que uma professora desconfiou que fosse uma bomba.
Interessado em engenharia, ele construiu o relógio em casa e levara à escola para mostrar a um professor. Em uma foto do momento da detenção, ele aparece algemado, vestido com uma camiseta da Nasa, a agência espacial americana.
O estudante relatou à rede News 8 que, ao ser preso, "me disseram que eu cometi um crime por [portar] falsa bomba".
A polícia de Irving depois disse que o isentou da acusação. "Segundo a lei do Texas, uma pessoa é culpada por portar bombas falsas se tiver a intenção de alarmar pessoas ou oficiais", disse o chefe do departamento policial local, Larry Boyd.
O pai do garoto acusou os professores e policiais de preconceito contra os muçulmanos pelo episódio.

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