Chanceler russo e Kerry farão reunião com turcos e sauditas sobre Síria
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, John Kerry, fazem nesta sexta-feira (23) uma reunião em Viena para discutir sobre a guerra civil na Síria.
Com participação da Turquia e da Arábia Saudita, o encontro acontece semanas após Moscou começar a atacar o país árabe em apoio ao regime do ditador Bashar al-Assad. A operação é criticada por americanos, sauditas e turcos.
Lavrov e Kerry acertaram a reunião em conversa telefônica nesta quarta-feira (21). Além deles, irão ao encontro na capital austríaca os chanceleres turco, Feridun Sinirlioglu; saudita, Adel al-Jubeir; e jordaniano, Nasser Judeh.
Pouco antes do telefonema entre os chefes diplomáticos americano e russo, o presidente russo, Vladimir Putin, havia falado com seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, e com o rei saudita, Salman, sobre a visita de Assad a Moscou.
Tanto sauditas quanto turcos apoiam os rebeldes que tentam derrubar o ditador há quatro anos. Enquanto a monarquia do golfo Pérsico fornece ajuda financeira aos insurgentes, a Turquia permite a passagem do armamento para o conflito.
Os dois também fazem parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra a milícia radical Estado Islâmico. A ação militar na Síria foi prejudicada com a chegada da Rússia, levando às críticas destes países contra Moscou.
DESACORDO
O encontro acontecerá três dias depois que americanos e russos assinarem um memorando de entendimento para evitar que seus aviões não se envolvam em acidentes ou se aproximem demais uns dos outros no espaço aéreo sírio.
A questão é a única em que os dois países conseguiram fechar um acordo até o momento, segundo disse o presidente Barack Obama na última sexta (16). Ele ainda acusou Putin de tentar manter Assad a todo custo ao atacar os rebeldes sírios.
Além da questão síria, Lavrov e Kerry discutirão também no mesmo dia sobre a onda de violência em Israel e nos territórios palestinos, no encontro do Quarteto para o Oriente Médio, composto também por União Europeia e ONU.
